terça-feira, 8 de outubro de 2013

A BÍBLIA CONDENA O ESPIRITISMO?




Muitos, que não conhecem a Doutrina Espírita, dizem que a Bíblia condena o Espiritismo. Mas, em verdade, a Bíblia não condena o Espiritismo. Porque, quando a Bíblia foi elaborada, reunidos os vários livros que compõem, não havia o Espiritismo. A Bíblia é um conjunto de livros, e esse conjunto todo, Antigo e Novo Testamento, foi escrito ao longo de 1571 anos (quase 16 séculos), começou por Moisés em 1437 a.C., até João em 98 d.C.. Espiritismo é um vocábulo criado em 1857 por Allan Kardec, e que define uma nova ordem de ideias, afim de diferenciá-lo do que era conhecido por espiritualismo. ESPIRITISMO é uma doutrina filosófica, científica e religiosa. ESPIRITUALISMO é a crença em algo além da matéria. Muitas crenças creem na comunicação com os espíritos (espírito santo, caboclos, etc. ), mas não são espíritas, porque não seguem os ensinamentos trazidos pelos espíritos através de médiuns e organizado por Allan Kardec. Na verdade, o que a Bíblia proíbe é a evocação dos mortos, conforme se lê em Moisés. Este proibiu porque tal prática era possível, e além de ser possível dela se abusava. Ainda hoje há abusos, como procurar um(a) médium para pedir aos espíritos favores materiais como: destruir casamento, pessoas, etc.; buscar solução para problemas familiares, financeiro, sentimental, etc.; e para alcançar o desejado, muitos usam rituais que sacrificam  animais, e até crianças . . . Lembrando que espíritos que pedem sacrifícios animais ou humanos, bebidas, charutos, comida, etc., e se propõe a fazer mal ao próximo, não são espíritos de grande evolução. Os que buscam, os que intermediam e o espírito que aceita tal trabalho estão contrariando a Lei de Deus. Respeitamos o livre arbítrio de cada um, mas, devemos advertir que não é uma prática espírita, ou melhor, cristã. Nós espíritas, nas práticas mediúnicas, tentamos esclarecer aos espíritos maldosos e viciosos, sobre a colheita dos seus atos; conversamos também com espíritos revoltados, apegados à matéria, que não entendem sua condição de desencarnado; ou com espíritos odiosos que para vingar-se, tornam-se obsessores na vida daquele que lhe fez mal; damos à outros espíritos a oportunidade de comunicar-se com a família, para trazer consolo, paz, como fez Chico Xavier por muitos anos, lembrando que tais mensagens ajudavam a retirar a revolta, o ódio, a vingança, o suicídio, do coração dos familiares; ou então, recebemos mensagens que nos aconselham como agir no dia-a-dia de maneira cristã, como as mensagens de Emmanuel, André Luiz, Joanna de Ângelis, etc.  Nós espíritas, evocamos os "MORTOS" quando há uma intenção útil, como fez Allan Kardec, ou quando fazemos preces à eles. Pois a prece nos liga, pelo pensamento, com os desencarnados.  E quando eles querem (e podem) se comunicar, são eles que nos evocam. Aliás, não só nós espíritas, mas todos aqueles com sensibilidade mediunica. Já que a mediunidade não foi inventada pelos espíritas, e nem é de nossa propriedade. Na Bíblia, por exemplo, há várias comunicações mediunicas, e o Espiritismo nem existia. Um exemplo é o rei Saul buscando uma médium para aconselhar-se com Samuel que já estava “MORTO”. Essa passagem está em I Samuel, cap. 28: vv 8 á 15. O rei Saul proibiu a evocação de mortos, mas ele mesmo a transgrediu. Agora perguntemos: Jesus transgrediu a lei de Moisés, quando evocou os espíritos do próprio Moisés e de Elias no monte Tabor? Será que Moisés deu um puxão de orelha em Jesus dizendo: “Você transgrediu a minha lei?” Claro que não. Jesus apenas mostrou aos apóstolos que a vida é eterna, que ninguém morre. Sua evocação foi para algo útil. Ali Ele liberou a comunicação com os "MORTOS". Afinal, se os espíritas transgridem a lei de Moisés que está em Deuteronômio 18:11, as religiões que nos condenam, seguem todas as outras leis? Por exemplo: A lei de Moisés que está em Deuteronômio 21-18à21 e diz: "Os filhos desobedientes e rebeldes, que não ouçam seus pais e se comprometam no vício, serão apedrejados até a morte." Quem segue esta lei? Graças a Deus, não vemos pais apedrejando filhos por aí. Aliás, quantas igrejas, templos, estariam vazios, pois a maior parte dos "convertidos" foram, ou são, filhos desobedientes e rebeldes. Em seus depoimentos, muitos dizem "eu sou ex-viciado", "sou ex-detento", "dei muito desgosto para minha família", etc. Portanto, se a lei de Moisés fosse aplicada, não daria tempo de “aceitar Jesus” ou se "converter" a qualquer religião, porque estaríamos mortos.
Kardec nos adverte no cap. XVIII, item 51 dizendo: “Lançar reprovação contra os que não pensam como nós, é reclamar essa liberdade para nós e recusá-la aos outros . . ."
 Fonte: GRUPO DE ESTUDO
            Allan Kardec


domingo, 29 de setembro de 2013


SUPOSTA REENCARNAÇÃO DE EMMANUEL EM SÃO PAULO

MENINO MEDIUM, SUPOSTA REENCARNAÇÃO DO ESPÍRITO EMMANUEL. VEJAM E COMPAREM A SEMELHANÇA DOS TRAÇOS FISIONÔMICOS. ELE DEU UMA ENTREVISTA NO PROGRAMA “MAIS VOCÊ”, E RESPONDEU A VÁRIAS PERGUNTAS FEITAS PELA APRESENTADORA ANA MARIA BRAGA. O NOME DELE É GUILHERME, E O MAIS CURIOSO É QUE O SEU SOBRENOME É “ROMANO”. ROMANO, CIDADÃO DE ROMA. FOI A ENCARNAÇÃO MAIS MARCANTE DE EMMANUEL, QUANDO ELE ERA UM SENADOR ROMANDO, CHAMADO PUBLIUS LENTULUS, E ESTEVE FACE A FACE COM O CRISTO.
Guia de Chico Xavier reencarna em menino de São Paulo Um menino de 13 anos é o iluminado. Ele poderá se tornar uma referência para quase 30 milhões de simpatizantes da doutrina espírita no Brasil. Pouco se sabe sobre ele. Nem mesmo o nome. Conta-se que mora com os pais no interior de São Paulo e será um professor que difundirá o espiritismo. Na tarefa, contará com auxílio importante. O seu mentor seria o espírito de Chico Xavier. O garoto é apontado como a reencarnação de Emmanuel, mentor na maior parte dos 92 anos do médium mineiro. A missão para os dois vai além da vida e da morte. Nas comemorações pelo centenário de Chico, a história do menino é o maior enigma. Há muita curiosidade sobre onde está o jovem e do que é capaz. Amigo de Chico, Divaldinho Mattos conta que o médium - morto aos 92 anos, chegou a conhecer o bebê em 2000 ou 2001. "Chico visitou a família, numa cidade do interior paulista. Os pais são de boa condição financeira", diz ele, diretor do Centro Espírita Maria de Nazaré, em Votuporanga (SP). O médium, porém, manteve segredo sobre as vidas anteriores do garoto. Ninguém mais teria tido acesso ao jovem. "Não se pode saber quem é o menino. A família não teria sossego", defende Wanda Joviano, colega de Chico.Para Divaldinho, nem Emmanuel terá consciência de seu passado. "Daqui a alguns anos, quando despertar na área da Educação, ele terá uma vidência. O mundo espiritual tem de resguardá-lo", observa. O escritor Geraldo Lemos Neto, 48, conversou com o próprio médium sobre o assunto. "Chico dizia que ele teria grande capacidade sensitiva. "Muita gente vai dizer que ele é Emmanuel. Mas ninguém terá certeza", afirma Divaldinho. Muitos apostam que o menino já tenha começado a manifestar dons espirituais. Outros acreditam que ainda é muito cedo. Chico começou aos 17 anos. Portanto, teremos que esperar mais uns 5 ou 7 anos para conhecer o dom deste menino, acreditam os estudiosos. Chico Xavier não voltará a terra A maioria dos amigos não acredita que o médium volte a reencarnar para fazer companhia a Emmanuel. "Chico afirmou que a tarefa dele no século 21 será a de guiar o Emmanuel reencarnado para as tarefas da difusão dos ensinamentos de Jesus sob a ótica da doutrina espírita", explica Geraldo Lemos Neto. No entanto, os dois já teriam estado juntos na Terra. Segundo os mais próximos, Chico e Emmanuel foram, respectivamente, os padres jesuítas José de Anchieta e Manuel da Nóbrega no Brasil colonial. Para outros adeptos, Chico teria sido Flávia, a filha doente do senador romano Publio Lentulus, a mais conhecida encarnação atribuída a Emmanuel. Pai e filha teriam morrido na erupção do Vesúvio, em 79. No livro "Deus conosco", Chico descreve as 12 reencarnações de Emmanuel. A última como padre paraense morto no início do século passado no Rio.

sábado, 4 de maio de 2013


CONQUISTANDO SIMPATIA


Aprenda a sorrir para estender a fraternidade.
Eleve o seu vocabulário para o intercâmbio com os outros.
Carregue as suas frases com baterias de compreensão e otimismo.
Eduque a voz para que ela seja a moldura digna de sua imagem.
Converse motivando as pessoas para o bem a fazer.
Não corte o assunto com anotações diferentes daquilo que interessa ao seu interlocutor.
Quem aprende a ouvir com respeto fala sempre melhor.
Diante de problemas a solucionar, esclareça com serenidade sem destacar a pertubação.
Quando possivel, procure calar suas mágoas, reservando-as para os seus colóquios com Deus.
Recordemos: todos necessitamos uns aos outros e a palavra simples e espontânea é a chave da simpatia.

ANDRÉ LUIZ


segunda-feira, 14 de maio de 2012

FLUIDOS E CANALIZAÇÃO DE ENERGIA



“ORAI UNS PELOS OUTROS” (JESUS)


          É incrível o que o ser humano é capaz de realizar. Ainda não temos a idéia do potencial de que somos detentores. Somos muito mais fortes do que imaginamos. Senão vejamos: assisti certo dia uma pessoa tendo um surto psicótico(sem possessão espiritual). Foram necessários vários paramédicos para imobilizá-la. Era uma pessoa frágil. Mas mesmo assim quebrou uma das amarras que o enfermeiro fez no seu braço. daí eu me pergunto, de onde essa pessoa tirou toda essa força física, que nem mesmo 3 ou 4 conseguiram imobilizá-lo?
       Da mesma forma são outros potenciais que guardamos e não sabemos sequer que os possuímos. Jesus já falava dos nossos potenciais infinitos quando dizia aos seus discípulos: “vós sois deuses; podeis fazer tudo o que eu faço e muito mais”
      Tudo no universo é composto por fluidos, nas suas mais diversas modificações e combinações, formando tudo o que nós vemos, e inclusive o mundo espiritual. O fluido cósmico universal, esse éter em que estamos mergulhados, é a fonte de onde promana todos os outros fluidos, inclusive o fluido vital e o fluido espiritual.
          O fluido vital é a mais importante modificação do fluido universal. É o fluido de que se encontra saturado todos os seres vivos, e que segundo nos informa o mundo espiritual, a sua quantidade não é a mesma em todos os seres orgânicos (LE questão nº 70). Entre outras propriedades desse fluido, podemos citar que ele é esgotável, ou seja pode se acabar, resultando na morte. Ele é renovável, ou seja pode ser renovada pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm. Além disso ele é transferível, ou seja pode ser transferido como uma transfusão de um indivíduo que possua mais para outro que o possua em escassez.
            Alem do fluido vital podemos citar os fluidos espirituais, de natureza mais sutil, que adquirem propriedades que podem ser modificadas pelo pensamento e pela vontade. Podemos criar uma atmosfera em torno de nós que será de acordo com a qualidade dos pensamentos. A união de várias pessoas com pensamentos uniformes criam uma atmosfera fluídica, como afirmava Kardec: “ os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável.”(a genese, cap. XIV §16). Da mesma forma, os bons pensamentos criam uma atmosfera fluídica agradável.
Portanto em torno de uma pessoa, de uma casa, de uma rua, de uma cidade, de um planeta, existe uma atmosfera fluídica espiritual, cuja natureza da vibração será de acordo com a natureza moral de seus habitantes.
          O pensamento confere qualidades e características ao fluido espiritual. Daí a necessidade de bons pensamentos, pois os fluido espirituais obedecem a lei de atração dos semelhantes. Atraímos o que pensamos. 
        Andre Luiz já falava sobre formas-pensamento no seu livro Evolução em dois mundos que são criações do pensamento que são geradas inconscientemente, e somente os espíritos evoluídos conseguem dar forma e direção conscientemente às suas formas-pensamentos. 
       Formas pensamentos doentias, frutos de pensamentos negativos, se instalam nas casas e ficam a se alimentar desses mesmos pensamentos, e passam a influenciar os seus habitantes, num circulo vicioso. Daí concluímos que a pessoa pode ser obsidiada pelos seus próprios pensamentos, que adquirem uma “vida própria” e passam a influenciar a fonte que o gerou.
Igualmente Podemos gerar formas-pensamento positivas, luminosas, direcionando o nosso pensamento positivamente, e usando os nossos sentidos para o nosso engrandecimento. Falar somente sobre o bem, ver apenas o lado bom de todas as pessoas e acontecimentos, não dando ouvidos à maledicência. 
    Podemos canalizar os fluidos espirituais para fazer o bem através de um método que eu pessoalmente testei diversas vezes, com resultados positivos.
Trata-se de um trabalho usado nas casas espíritas e nas reuniões de culto do evangelho no lar: a vibração.
A vibração consiste na mentalização da pessoa que se quer auxiliar, e na rogativa ao alto, imaginando essa pessoa saudável, feliz, radiante. Geralmente se declina o nome da pessoa em voz alta. É um processo que envolve o magnetismo à distância e intercessão meritória.
     Nas reuniões de culto do evangelho no lar, na simplicidade desse trabalho podemos reservar alguns minutos para se orar por alguém. 
Fizemos algumas vibrações, com algumas pessoas conhecidas com problemas de saúde ou de perturbação, e vimos os resultados rapidamente. O resultado pode ser intensificado se o paciente estiver ciente do tratamento, e na mesma hora ficar em estado de prece.
      E vimos que a distância também não é obstáculo, podendo o beneficiado estar a milhares de quilômetros, ou na casa vizinha.
Nesse processo, tanto movemos fluidos espirituais, como fluidos vitais, numa combinação que pode ser potencializada e movida pelo plano espiritual que nos auxiliam, em prol do beneficiado.
      Como se vê, podemos utilizar a nossa energia para fazer o bem, para realizar curas, para trazer a paz para nós e para o nosso próximo.

Wandeilson Bezerra.

quarta-feira, 9 de maio de 2012


Conheça Os pontos principais da doutrina espírita:

Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.
Criou o Universo, que abrange todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais.
Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os seres imateriais, o mundo invisível ou espiritual, isto é, dos Espíritos.
O mundo espiritual é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo.
O mundo corporal é secundário; poderia deixar de existir, ou não ter jamais existido, sem que por isso se alterasse a essência do mundo espiritual.
Os Espíritos revestem temporariamente um invólucro material perecível, cuja destruição pela morte lhes restitui a liberdade.
Entre as diferentes espécies de seres corpóreo, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos Espíritos que chegaram a certo grau de desenvolvimento, dando-lhe superioridade moral e intelectual sobre as outras.
A alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório.
Há no homem três coisas:
o    1°, o corpo ou ser material análogo aos animais e animado pelo mesmo princípio vital;  
o    2°, a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; 
o    3°, o perispírito que é o laço que prende a alma ao corpo, princípio intermediário   entre a matéria e o Espírito.  
Tem assim o homem duas naturezas: pelo corpo, participa da natureza dos animais, cujos instintos lhe são comuns; pela alma, participa da natureza dos Espíritos.
O laço ou perispírito, que prende ao corpo o Espírito, é uma espécie de envoltório semimaterial. A morte é a destruição do invólucro_mais_grosseiro. O Espírito conserva      o segundo, que lhe constitui um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, porém que pode tornar-se visível e mesmo tangível, como sucede no fenômeno das aparições.
O Espírito não é, pois, um ser abstrato, indefinido, só possível de conceber-se pelo pensamento. É um ser real, circunscrito, que, em certos casos, se torna apreciável pela vista, pelo ouvido e pelo tato.
Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais, nem em poder, nem em inteligência, nem em saber, nem em moralidade.
Os Espíritos não ocupam perpetuamente a mesma categoria. Todos se melhoram passando pelos diferentes graus da hierarquia espiritual. Esta melhora se efetua por meio da encarnação, que é imposta a uns como expiação, a outros como missão. A vida material é uma prova que lhes cumpre ocorrer repetidamente, até que hajam atingido a absoluta perfeição moral.
Deixando o corpo, a alma volve ao mundo dos Espíritos, donde saíra, para passar por nova existência material, após um lapso de tempo mais ou menos longo, durante o qual      permanece em estado de Espírito errante.
Tendo o Espírito que passar por muitas encarnações, segue-se que todos nós temos tido muitas existências e que teremos ainda outras, mais ou menos aperfeiçoadas, quer na Terra, quer em outros mundos.
A encarnação dos Espíritos se dá sempre na espécie humana; seria erro acreditar-se que a alma ou Espírito possa encarnar no corpo de um animal. 
(Ver: Metempsicose)
As diferentes existências corpóreas do Espírito são sempre progressivas e nunca regressivas; mas, a rapidez do seu progresso depende dos esforços que faça para chegar à perfeição.
As qualidades da alma são as do Espírito que está encarnado em nós; assim, o homem de bem é a encarnação de um bom espírito, o homem perverso a de um Espírito impuro. 
A alma possuía sua individualidade antes de encarnar; conserva-a depois de se haver separado do corpo.
Na sua volta ao mundo dos Espíritos, encontra todos aqueles que conhecera na Terra, e todas as suas existências anteriores se lhe desenham na memória, com a lembrança de todo bem e de todo mal que fez.
(Ver: Após a morte)
O Espírito encarnado acha-se sob a influência da matéria; o homem que vence esta influência, pela elevação e depuração de sua alma, se aproxima dosbons_Espíritos, em cuja companhia um dia estará. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões, e põe todas as suas alegrias na satisfação dos apetites grosseiros, se aproxima dos Espíritos impuros, dando preponderância à sua natureza animal.
Os Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do Universo.
Os não encarnados ou errantes não ocupam uma região determinada e circunscrita; estão por toda parte no espaço e ao nosso lado, vendo-nos e acotovelando-nos de contínuo. É toda uma população invisível, a mover-se em torno de nós.
Os Espíritos exercem_incessante_ação sobre o mundo moral e físico. Atuam sobre a matéria e sobre o pensamento e constituem uma das potências da Natureza, causa eficiente de uma multidão de fenômenos até então inexplicados ou mal explicados e que não encontram explicação racional senão noEspiritismo.
As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os maus tentam nos impelir para o mal.
As comunicações_dos_Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As ocultas se verificam pela influência boa ou má que exercem sobre nós, à nossa revelia. Cabe ao nosso juízo discernir as boas das más inspirações. As comunicações ostensivas se dão por meio da escrita, da palavra ou de outras manifestações materiais, quase sempre pelos médiuns que lhes servem de instrumentos.
Os Espíritos se manifestam espontaneamente ou mediante evocação.
Podem evocar-se todos os Espíritos: os que animaram homens obscuros, como os das personagens mais ilustres, seja qual for a época em que tenham vivido; os de nossos parentes, amigos, ou inimigos, e obter-se deles, por comunicações escritas ou verbais, conselhos, informações sobre a situação em que se encontram no Além, sobre o que pensam a nosso respeito, assim como as revelações que lhes sejam permitidas fazer-nos.
Os Espíritos são atraídos na razão da simpatia que lhes inspire a natureza moral do meio que os evoca. Os Espíritos superiores se comprazem nas reuniões sérias, onde predominam o amor do bem e o desejo sincero, por parte dos que as compõem, de se instruírem e melhorarem. A presença deles afasta os Espíritos inferiores que, inversamente, encontram livre acesso e podem obrar com toda a liberdade entre pessoas frívolas ou impelidas unicamente pela curiosidade e onde quer que existam maus instintos. Longe de se obterem bons conselhos, ou informações úteis, deles só se devem esperar futilidades, mentiras, gracejos de mau gosto, ou mistificações, pois que      muitas vezes tomam nomes venerados, a fim de melhor induzirem ao erro.
Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil. Os Espíritos superiores usam constantemente de linguagem digna, lie, repassada da mais alta moralidade, sem qualquer paixão inferior; a mais pura sabedoria lhes transparece dos conselhos, que objetivam sempre o nosso melhoramento e o bem da Humanidade. A dos Espíritos inferiores, ao contrário, é inconseqüente, amiúde trivial e até grosseira. Se, por vezes, dizem alguma coisa boa e verdadeira, muito mais vezes dizem falsidades e absurdos, por malícia ou ignorância. Zombam da credulidade dos homens e se divertem à custa dos que os interrogam, lisonjeando-lhes a vaidade, alimentando-lhes os desejos com falazes esperanças. Em resumo, as comunicações sérias, na mais ampla acepção do termo, só são dadas nos centros sérios, onde intima comunhão de pensamentos, tendo em vista o bem.
A moral dos Espíritos superiores se resume, como a do Cristo, nesta máxima evangélica: Fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem, isto é, fazer o bem e não o mal. Neste princípio encontra o homem uma regra universal de proceder, mesmo para as suas menores ações.
Ensinam-nos que o egoísmo, o orgulho, a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza_animal, prendendo-nos à matéria; que o homem que, já neste mundo, se desliga da matéria, desprezando as futilidades mundanas e amando_o_próximo, se avizinha da natureza_espiritual; que cada um deve tornar-se útil, de acordo com as faculdades e os meios que Deus lhe pôs nas mãos para experimentá-lo; que o Forte e o Poderoso devem amparo e proteção ao Fraco, porquanto transgride a Lei de Deus aquele que abusa da força e do poder para oprimir o seu semelhante. Ensinam, finalmente, que, no mundo dos Espíritos, nada podendo estar oculto, o hipócrita será desmascarado e patenteadas todas as suas torpezas, que a presença inevitável, e de todos os instantes, daqueles para com quem houvermos procedido mal constitui um dos castigos que nos estão reservados; que ao estado de inferioridade e superioridade dos Espíritos correspondem penas e gozos desconhecidos na Terra. Mas, ensinam também não haver faltas irremissíveis, que a expiação não possa apagar. Meio de consegui-lo encontra o homem nas diferentes_existências que lhe permitem avançar, conforme os seus desejos e esforços, na senda do progresso, para a perfeição, que é o seu destino final.