sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O QUE É CHAKRAS?



VOCÊ SABE O QUE É CHAKRAS?

O universo é constituído por um vasto sistema de energia. Tudo o que está manifestado neste universo, a exemplo da nossa galáxia, do sistema solar, do planeta terra e nossos próprios corpos.
O corpo humano não apenas é constituído por campos de energia, mas está imerso em um contínuo e complexo campo de energia. O campo de energia humana envolve, penetra e define o próprio corpo físico. Ele é luminoso e emite uma radiação própria, característica, que costuma ser denominada de “aura”.
Os seres humanos possuem ainda centros de energia que são chamados de chakras.
Chakas palavra que vem do sânscrito e significa “roda”, ”disco”, ”centro”.  São percebidos por videntes (Médiuns) que conseguem enxergar em nosso corpo, uma energia vital igual a um redemoinho irradiante e colorida, de acordo com a frequência da sua energia girando em alta velocidade em sentido horário em alguns pontos de nosso corpo.  Estas cores vão do vermelho ao violeta e correspondem às cores do arco-íris.  São sete os principais chakras, dispostos desde a base da coluna vertebral até o alto da cabeça e cada um corresponde à uma das sete principais glândulas do corpo humano. Cada um destes chakras está em estreita correspondência com certas funções físicas, mentais, vitais ou espirituais. A figura 1 ilustra os alinhamentos dos chakas.

Figura 1 alinhamento dos chakas

A Figura 2, ilustra os movimentos de alinhamento dos chakas.
 Figura 2 movimentos de alinhamento dos chakas.
 
Num corpo saudável, todos esses vórtices giram a uma grande velocidade, permitindo que a "prana", flua para cima por intermédio do sistema endócrino. Mas se um desses centros começa a diminuir a velocidade de rotação, o fluxo de energia fica inibido ou bloqueado - e disso resulta o envelhecimento ou a doença.” MOTOYAMA, Hiroshi Teoria dos chakras. São Paulo, Editora Cultrix, ...

 Os nomes e os seus significados.

Chakra Coronário
Cor: lilás e dourado
Pedras mais usadas: Quartzo Branco, Ametista, Diamante, Fluorita
Representa nossa ligação com o Alto, a Energia Superior, o Universo. A sua função principal é evoluir, ascender e se aprimorar como ser humano.
Percebemos o Chakra Coronário em desequilíbrio quando apresentamos falta de inspiração, confusão, tristeza relacionada à falta de esperança, alienação ou hesitação em servir ao bem comum.

Chakra Frontal
Cor: azul índigo
Pedras mais usadas: Sodalita, Azurita, Lápis Lazuli, Cianita
Representa a mente e a intuição. A função dupla desse chakra faz com que ele seja um dos mais difíceis de manter o equilíbrio, pois o excesso de uma característica leva à falta da outra.
Quando em desequilíbrio, pode desencadear falta de concentração, medo, cinismo, tensão, pesadelos, e excesso ou falta de sono. Também é recorrente ter um acúmulo de pensamentos.

Chakra Laríngeo
Cor: azul claro
Pedras mais usadas: Água Marinha, Quartzo Azul, Turquesa, Larimar
Tem ligação com a maneira que cada um se expressa. A função principal desse chakra é o se expressar. Por isso, a autoexpressão e a comunicação são as palavras-chaves dele. Ajuda a relacionar e exteriorizar o que sentimos e o que pensamos.
Percebemos que o Chakra Laríngeo está em desequilíbrio quando apresentamos problemas na comunicação - geralmente a falta dela - o uso insensato do conhecimento e a falta de discernimento. Nesse caso, a pessoa pode falar demais ou dizer bobagens por querer esconder o que sente. Num outro extremo, pode tender a falar pouco e "engolir sapos".

Chakra Cardíaco
Cor: verde e rosa
Pedras mais usadas: Quartzo Rosa, Quartzo Verde, Turmalina Melancia, Esmeralda
Simboliza o centro das emoções. Esse chakra é o centro do amor e sabedoria nas relações emocionais. Gera estabilidade e confiança, além de trabalhar as manifestações reprimidas e as feridas emocionais.
Quando o Chakra Cardíaco se mostra em desequilíbrio, pode gerar repressão do amor, instabilidade emocional, sensação de opressão e/ou peso no peito.

Chakra Plexo Solar
Cor: amarelo
Pedras mais usadas: Citrini Amarelo, Cristal com Enxofre, Topazio Imperia, Calcita Amarela
É onde "mora" o ego de cada um, representa a força do indivíduo. Sua funções primordiais são o poder e a vontade. Também mostra como está nossa digestão (de situações), nossos humores e controle


 


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

DIFERENÇA ENTRE RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO



QUAL A DIFERENÇA DE RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO?


Reencarnação é uma palavra criada por Allan Kardec que significa a volta do espírito “NA” carne, “NUMA NOVA CARNE”. E ressurreição significa “RESSURGIR”. Muitos entendem a ressurreição como o ressurgimento do espírito na carne, mas “NA MESMA CARNE”, ou seja, no mesmo corpo que morreu. Mas, como pode um espírito ressuscitar (ressurgir), por exemplo, num corpo carbonizado, ou que foi comido pelos peixes, etc.? Então, reencarnação significa o retorno do espírito em um novo corpo carnal; e ressurreição significa o retorno do espírito no mesmo corpo carnal, o que cientificamente é impossível. As aparições de desencarnados (mortos) acontecem graças ao corpo espiritual, também conhecido como perispírito ou corpo astral, já que o corpo material está morto. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Jesus quando este se materializou ante os discípulos (Mc 16:4/18; Lc 24:36/49 e Jo 20:19/23). As portas da casa onde os apóstolos encontravam-se estavam trancadas, porque eles tinham medo da

perseguição dos judeus. E estavam eles ainda falando dessas coisas, quando Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz seja convosco!” Como teria Jesus entrado, se as portas estavam trancadas? Sendo fluídico o corpo com o qual ressurgira, não encontrou nenhum obstáculo nas paredes ou portas trancadas.
Se Kardec não houvesse criado a palavra REENCARNAÇÃO, nós espíritas poderíamos usar a palavra RESSURREIÇÃO para dizer que RESSUSCITAREMOS, ou seja, RESSURGIREMOS em UM NOVO CORPO CARNAL, o sentido seria o mesmo que damos ao significado da palavra REENCARNAÇÃO. Algumas religiões cristãs anunciam a ressurreição dos mortos e o retorno de Jesus para separar o "joio" do "trigo", os "bodes" das "ovelhas", os bons dos maus, transformando a Terra em paraíso pelos "eleitos". Parece filme de horror imaginar corpos decompostos reorganizando-se, reestruturando células e órgãos, com o aproveitamento de átomos que se dispersaram e que, no desdobrar do tempo, formaram incontáveis organismos nos reinos vegetais e animais. Ainda que isso ocorresse, por mágica divina, haveria uma multidão tão grande de ressuscitados que, literalmente, ocuparia todos os espaços, tornando impossível a vida na Terra, já que o homem surgiu há pelo menos um milhão de anos. Essas fantasias, extremamente ingênuas à luz do conhecimento atual, nasceram de interpretações equivocadas, por má fé ou descuido, de textos evangélicos. O "juízo final" é incompatível com a Justiça, pois nenhum crime, por mais tenebroso, nenhum comportamento, por mais vicioso, nenhuma existência, por mais comprometida com o mal, justifica uma destinação definitiva, um sofrimento sem fim. Não há crime que justifique um castigo eterno. Toda sentença deve ser compatível com as necessidades evolutivas de cada um.



Reencarnação não é punição é oportunidade de repararmos os erros que cometemos. Deus é misericordioso, bondoso e justo, ele não castiga ninguém. Ele nos mandou as leis que devemos seguir, através de Jesus. Se nós não seguirmos direitinho estas leis, teremos que nascer de novo, quantas vezes for necessário, para que aprendamos a segui-las. "Se nossa esperança em Cristo se limita a essa vida somos os mais infelizes de todos os homens." - Coríntios 15:19


domingo, 27 de outubro de 2013

O HOMEM DE BEM X LEI DE GERSON


 De há muito se vem buscando parâmetros e diretrizes para a implantação do novo estágio evolutivo da humanidade, a saber : o  mundo de regeneração.
A ordem do dia é transição.
o homo evangelicus, modelo referencial representado por jesus e exemplificado por diversos espiritos de escol que aqui aportaram, de reconhecimento até mundial, sem mencionar os anônimos, que ora engrossam as fileiras dos "regeneradores" da humanidade, como por exemplo, os cientistas, que no sigilo dos seus laboratórios, buscam a solução para os mais diversos males que assolam a humanidade.
somos a pátria do evangelho. o país mais cristianizado da face da terra. entretanto ainda percebemos disparates incompatíveis com este título tão merecidamente atribuído à terra do cruzeiro do sul.
trazemos conosco como herança de nossos ancestrais europeus, nossos colonizadores, a cultura da indolência e da "esperteza", onde o que se deseja é conseguir tudo de forma menos trabalhosa possível.
o comportamento do homem de bem, deveria ser o que se encontra exarado no evangelho segundo o espiritismo, onde  : "Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros., antes que em si mesmo, de tratar dos interesses dos outros, antes que dos seus.", mas o que percebemos nas nossas relações é que prevalece imperiosamente a famosa lei de Gerson, onde todo mundo quer tirar vantagem de tudo e sobre todos.
certa feita, realizando o trabalho de campanha do quilo, de uma das casas espíritas de nossa cidade, junto com o grupo de legionários, em um certo bairro, bati em uma porta para pedir o precioso donativo que serviria para lenitivo material dos menos afortunados, e qual a minha surpresa ao me deparar com um amigo frequentador do mesmo centro, que apesar de contribuir com o alimento, me fez o surpreendente questionamento: "Wandeilson, o que você está ganhando com isso?" 
Infelizmente ainda estamos no patamar do cálculo de " perdas e ganhos" , talvez contaminados pelo sistema capitalista, que mercantiliza todas as relações.
O homem de bem, é menos importante do que o homem de bens.
 Trocadilhos à parte, o homem de bem do ESE, com essa qualidade de pensar primeiro nos outros, ainda parece ser entre nós um estranho no ninho, quase um alienígena, quando não comparado a um louco.
Cabe a nós vanguardeiros da nova geração, modificarmos essa cultura utilitarista, e realmente exaltarmos as qualidades que tornam o ser efetivamente plenificado, e não momentaneamente beneficiado pela busca do caminho mais fácil, a porta larga da nossa zona de conforto, que é um empecilho ao nosso crescimento espiritual.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O ESPIRITISMO E A RIQUEZA



Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. (Mateus 5;3)

Esse ensinamento se torna difícil de ser compreendido, quase enigmático. Segundo o rabi Galileu, um dos requisitos para se ter o reino dos céus é ser pobre de espírito.
Pensemos bem: o indivíduo pobre de espírito é alguém abaixo da linha da mediocridade. Pobre de espírito poderia ser traduzido por pobre de sabedoria, pobre de virtudes, pobre de vontade... Pobre de espírito é uma pessoa exangue, insossa, sem luz, sem brilho.
Partindo desse pressuposto, o próprio Jesus não herdaria o reino do pai, já que ele não se enquadraria nessa categoria de pessoas.
E o que vemos é justamente o oposto: os ricos de espírito são os herdeiros do paraíso. São os luminares da ciência, da arte, da religião, e todos os que impulsionam com o seu talento o resto da humanidade. Eles dão a sua contribuição para tornar o planeta mais parecido com o reino dos céus. 
Então como interpretar o ensinamento do mestre judeu?
         Mas daí fica a questão: será que devemos interpretar os textos evangélicos como nos convém? Será que o cristo não era realmente a favor dos pobres e contra os ricos?
Não estamos nós incorrendo no erro de colocar palavras na boca de Jesus?
Já que “a letra mata e o espírito vivifica”, devemos , portanto, buscar ler nas entrelinhas, para não perder o significado que está por trás do símbolo. Certo?
Em Lucas 6:20; lê-se "bem-aventurados vós, os pobres, pois a vocês pertence o reino de Deus" o que já muda o contexto, partindo para uma abordagem da fragilidade da condição social e econômica daquelas pessoas que o escutavam.
Nesse contexto, o rico não herdaria o reino de deus.
Seria Jesus o precursor do socialismo?
         Parafraseando o mestre: “quem tiver olhos para ver, veja”.
         Os Pobres de espírito no sentido restrito do termo, não poderiam adentrar os páramos celestiais, pela sua oligofrenia, nem os pobres de recursos seriam os eleitos do paraíso simplesmente por não serem abastados.
        Que seja feita a justiça!
        Aos pobres de espírito relatado em Mateus, poder-se-ia dar um significado de “humildes”.
       “bem-aventurados os humildes, pois dele é o reino dos céus”      
        Se ele realmente fosse contra o acumulo de riquezas, da opulência, o que seriam daqueles que hoje seguem a teologia da prosperidade?
       Parece que para os tempos de hoje os ensinamentos crísticos da renúncia aos bens materiais estão ruindo por terra abaixo. Vide o capitalismo.
       Na parábola de lázaro e o rico, vemos que o primeiro não herdou os campos Elíseos por ser pobre, mas por ter suportado a sua pobreza extrema sem se revoltar, enquanto o segundo “queimou no mármore do inferno” não por ser rico, mas por ser avaro, e não ter usado a sua riqueza para promover o bem-estar do próximo.
Não há mal nenhum em ser rico!
Não há virtude alguma em ser pobre!
Existem pessoas que são tão miseráveis, que a única coisa que possuem é o dinheiro. Se lhes tolhem esse bem, entram em desespero, quando não lançam mão do autocídio. 
Existem pessoas tão ricas, que não possuindo nada, nada podem perder, e por isso tudo o que conquistam lhes é inalienável.
Riqueza e pobreza é uma questão de talentos. 

O próprio Jesus disse que veio ao mundo para que todos tenham vida em abundância. Então porque vivemos em um mundo de contrastes, onde a opulência coabita com a miséria de forma tão berrante?
Resposta: Questão de talentos!
No livro "O evangelho segundo o Espiritismo, no cap. XVI, item VIII, se levanta essa questão:

 “A desigualdade das riquezas é um dos problemas que em vão se procuram resolver, quando se considera apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é a seguinte. Por que todos os homens não são igualmente ricos? Por uma razão muito simples: é que não são igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar.” (grifo nosso)


Nem todos podem ser ricos porque nem todos têm a capacidade para isso.
A parábola dos talentos ilustra muito bem o texto que ora traçamos.
Jesus ilustra a história de um homem, provavelmente rico, que se ausentando de seu país, chama alguns de seus servos e lhes dá talentos para que administrem enquanto estiver fora. Talento era o nome da moeda que se usava na época. Hoje talento diz respeito a capacidades, habilidades.
Cada um desses homens recebeu uma quantidade de talentos. Aquele senhor, depois de muito tempo, volta e resolve acertar contas com os três homens que estavam incumbidos de administrar suas riquezas. Dois deles administraram muito bem, dobrando o valor que lhes foram tutelados. Porém, aquele que recebeu menos foi duramente criticado e punido, pois não fez aquele talento que recebeu render durante todo aquele tempo.
Como todas as parábolas de Jesus têm o símbolo e o simbolizado, e cada um pode dar uma interpretação, podemos recolher para nós um dos aspectos que ela nos proporciona.
Os dois primeiros servos souberam fazer uso dos seus talentos, multiplicando-os.
Todos nós possuímos talentos em forma de potencial, adormecido. Só precisamos despertá-los, e multiplicá-los.
O último servo, que era pobre de espírito, não soube usar o seu talento. Não o usou. Deixou apenas adormecido como potencial latente.
 A luta pela igualdade das riquezas é uma guerra perdida. Não há vencedores nem perdedores. Sempre haverá essa desigualdade, tanto pela naturalidade das nossas capacidades, como pela necessidade no quadro das múltiplas experiências que o imperativo da lei da reencarnação impõe.
O cerne da questão é que as pessoas confundem provas com expiações, no que diz respeito á pobreza e/ou a riqueza. Alguns acham que a pobreza é uma expiação.
Outros podem achar que a riqueza é um prêmio, um bônus por bom comportamento.
À bem da verdade é que ambas são provas. Lembremo-nos que prova diz respeito ao nosso progresso vindouro enquanto a expiação refere-se a “débitos” de vidas passadas.
Lembremos de que toda expiação é uma prova, mas nem toda prova é uma expiação. 
Miséria e riqueza são provas. São testes para o nosso aprendizado e crescimento. Se não conseguimos realizar a prova à contento, repetiremos a lição onde houvermos falhado.
É erro acreditar que se uma pessoa foi mal-sucedida na prova da riqueza, vai ter necessariamente que passar uma existência posterior como um miserável, para sofrer o que fizera sofrer os seus subalternos. Ele irá sim, passar pela prova da pobreza como todo mundo, como uma exigência da própria lei de progresso que regula a natureza das coisas. Se for orgulhoso, vaidoso e nobre, vai sentir na pele mais profundamente do que aquele que já conseguiu vencer esses defeitos morais. Nesse caso o espírito orgulhoso se sentirá em uma existência de expiação.



Wandeilson silva

terça-feira, 15 de outubro de 2013

RESUMO DO LIVRO "MEMÓRIAS DE UM SUICIDA"

A história do livro (Memórias de um Suicida) começa no século XVII, quando nasce um jovem em terras portuguesas numa família pobre, mas que sonhava ser rico, culto e poderoso. Este jovem procurou um pároco e contou seu sonho. O pároco então, passou a ensinar-lhe quanto sabia. Diante das suas ambições, o jovem despertou a vontade de ser um sacerdote. Mas o pároco, disse que o rapaz não tinha vocação para o sacerdócio, e aconselhou-lhe que exercesse o sublime sacerdócio construindo um lar, com respeito, justiça e amando sempre o próximo. O conselho do pároco calou fundo, e os planos foram adiados. O jovem então, apaixonou-se por Maria Magda com fervor. Ambos faziam planos matrimoniais, quando Magda conhece um outro rapaz, Jacinto de Ornelas y Ruiz, apaixona-se, casa-se e muda-se para Madrid. O jovem sentiu-se humilhado, cheio de ódio, rancor, despeitado e jurou vingança. Diante do desgosto, ele reativou a ideia de ser sacerdote e a realizou. Serviu às leis de Inquisição. Perseguia, denunciava, caluniava, fazia intriga, mentia, condenava, torturava e matava. Quinze anos depois do casamento de sua amada Maria Magda, o sacerdote vai para Madrid a mando da Igreja. O acaso então, os colocou novamente frente a frente, trazendo muito ódio à lembrança, mas sentindo que ainda a amava. Tentou cativa-la, mas não conseguiu. Ela resistiu com dignidade. Jacinto, percebeu o assédio do sacerdote à sua esposa. Preparou-se para deixar Madrid, buscando refúgio no estrangeiro para si próprio como para a família. Pois, o medo do oficial do Santo-Ofício era grande. Mas, o sacerdote descobriu, denunciou Jacinto de Ornelas ao tribunal, com muitas acusações. Jacinto foi preso, processado e entregue ao sacerdote, por ordem dos seus superiores. Jacinto foi levado à masmorra infecta, onde passou martirizantes privações e torturas: arrancaram-lhe as unhas e os dentes, fraturaram os dedos, deslocaram os pulsos, queimaram a sola dos pés. Maria Magda, sofria pensando o que poderia estar acontecendo ao marido. Por isso, procurou o sacerdote entre lágrimas, suplicou trégua e compaixão. Ele então, prometeu o marido de volta com uma condição, de que ela se entregasse à ele. Ela relutou, mas acabou aceitando. Pois sabia que se não fizesse o acordo, seu marido seria morto. Dias depois do pacto, Magda vai à sala de torturas, contempla o marido, desespera-se, e não consegue ocultar o ódio pelo sacerdote. Ele notou o desprezo, sentiu-se cansado em lutar por um bem inatingível, pois não conseguia entender aquele sublime amor que cobria as mãos de Jacinto com beijos e lágrimas. E por não conseguir o amor de Magda, a inveja, o despeito, o ciúme, tomou-lhe o coração. As tendências maléficas do passado, vieram-lhe na lembrança, quando no ano 33 gritou junto ao povo para condenar Jesus de Nazaré em favor da liberdade do bandoleiro Barrabás. Ele então, vazou os olhos de Jacinto perfurando-os com pontas de ferro incandescido. Jacinto inconformado com a situação, não querendo tornar-se estorvo à querida companheira, suicidou-se dois meses depois de obter a liberdade. Magda voltou para a terra natal com os filhos, desolada e infeliz. Nunca mais viu o sacerdote ou obteve notícias. O arrependimento não tardou iniciar ao mesquinho ser do sacerdote. Não dormia com tranqüilidade, vivia nervoso e a imagem de Jacinto o atordoava. Ele passou a evitar cumprir as tenebrosas ordens de seus superiores, até que mais tarde foi levado ao cárcere perpétuo. Da Segunda metade do século XVII até o século XIX, ele começou a expiar, na Terra como homem e na erraticidade como Espírito, os crimes e perversidades cometidos sob a tutela do Santo-Ofício. Na Segunda metade do século XIX, reencarnou em Portugal, como escritor famoso, Camilo Castelo Branco, para a última fase das expiações inalienáveis: a cegueira. O mesmo horror que Jacinto de Ornelas sentiu pela cegueira, ele também sentiu. Diante da inconformidade, imitou a gesto, deu um tiro no ouvido, tornando-se em 1890, suicida como Jacinto o fora em meado do século XVII. A cegueira era uma expiação, mas o suicídio não. O suicídio foi uma escolha dele, que perdeu a oportunidade que Deus estava dando para que ele reparasse sua falta do passado. Ele fez mal uso do livre arbítrio. Camilo Castelo Branco lança neste livro, através da médium Yvonne A . Pereira (que também foi uma suicida na sua encarnação passada) um alerta para aqueles que pensam que a vida termina no túmulo. Camilo conta a experiência dele e de outros suicidas como: Jerônimo que deu um tiro no ouvido porque era rico e não suportou a ruína dos negócios comerciais; Mario Sobral perdeu-se nos instintos inferiores, influenciado pela beleza física, a vaidade, a sedução, que pediam cada vez mais prazeres. Quando percebeu que estava perdendo sua esposa para outro, tentou encontrar-se e reconduzir sua vida, mas não conseguiu. Sua esposa não o aceitou. Ele então, à matou estrangulada e logo após enforcou-se; Belarmino era um professor conceituado, diante de uma tuberculose, resolveu acabar com o sofrimento, cortando os pulsos; João era viciado em jogo, perdeu tudo, inclusive a honra e a própria vida, envenenou-se. Uma observação importante: O resgate não é igual para todos. Por exemplo: Jerônimo, o amigo de Camilo, que se matou com um tiro no ouvido porque sua empresa faliu, deixando esposa e filhos em situação difícil, reencarnou em família rica, com o propósito de não formar família, montar uma instituição para crianças órfãs, e ir à ruína financeira novamente, para ter que lutar com coragem; Camilo tornou-se grande trabalhador no Vale dos Suicidas, e após 50 anos reencarnou para cegar aos 40 anos e desencarnar aos 60 anos. Como vemos, ambos deram um tiro no ouvido, mas o resgate foi diferente. Continua no livro...